O Planeta dos Macacos é um clássico absoluto da ficção científica, uma história que vai muito além do simples conflito entre humanos e macacos. Com um final que deixa o público sem palavras, esse filme de 1968 não só revolucionou o gênero, mas também se tornou um marco na história do cinema. Neste artigo, vamos explorar tudo o que você não sabia sobre esse filme icônico, desde sua produção até suas reflexões sociais e filosóficas.
No final dos anos 60, o cinema estava passando por uma transformação significativa. Os épicos históricos e os musicais estavam perdendo espaço, enquanto o público buscava histórias mais ousadas e provocativas. Filmes como Fahrenheit 451 e Bonnie e Clyde começaram a abrir caminho para narrativas mais arriscadas. A ficção científica, que era vista como um gênero secundário, começou a ganhar visibilidade com sucessos como 2001: Uma Odisseia no Espaço, que mudaram a percepção do público e dos estúdios sobre o que esse gênero poderia alcançar.
Foi nesse cenário que o Planeta dos Macacos surgiu. Rod Serling, conhecido por The Twilight Zone, escreveu o primeiro roteiro, que apresentava uma sociedade de macacos altamente tecnológica. No entanto, a 20th Century Fox considerou o projeto muito caro e, consequentemente, Michael Wilson reescreveu o roteiro, optando por uma civilização mais primitiva e tribal. Essa mudança se tornou uma das marcas registradas do filme.
Um dos aspectos mais inovadores do filme foi a maquiagem, que revolucionou a indústria. John Chambers, responsável pelos efeitos de maquiagem, tinha uma experiência única, tendo trabalhado com veteranos da Segunda Guerra Mundial que precisavam de próteses. Para criar a aparência dos macacos, ele passou horas no zoológico de Los Angeles, estudando os primatas e suas expressões. Seu trabalho foi reconhecido com um Oscar honorário, já que na época não existia a categoria de melhor maquiagem.
O filme se passa em um futuro distante, de julho de 1972 a março de 2673, onde uma nova civilização dominada por macacos surgiu. A sociedade é rudimentar, com armas de fogo, mas com metalurgia primitiva e uma ciência suprimida pela religião. Ao contrário do livro, onde todos os macacos eram iguais, o filme introduz castas bem definidas: gorilas como trabalhadores e soldados, chimpanzés como cientistas e artistas, e orangotangos como políticos e líderes. Essa hierarquia se refletiu até no set de filmagem, onde os atores se agrupavam de acordo com suas "espécies".
O filme conta com um elenco notável, incluindo Charlton Heston como Taylor, Maurice Evans como Dr. Zaius, e Kim Hunter como Zira. Heston, já conhecido por seus papéis heróicos, aqui interpreta um forasteiro e prisioneiro em um mundo dominado por macacos. Zira, interpretada por Kim Hunter, vê algo especial em Taylor, que possui inteligência e empatia. A interação entre esses personagens é fundamental para o desenrolar da trama e para as questões filosóficas que o filme levanta.
A história gira em torno de quatro astronautas que caem em um planeta desconhecido, onde logo percebem que os humanos são escravizados e caçados. Taylor, o líder da expedição, luta para sobreviver e, com a ajuda de Zira e Cornelius, começa a questionar o que aconteceu com os humanos. A revelação final, onde ele descobre que está na Terra, em 3978, e que a civilização humana foi destruída, é um dos momentos mais impactantes do cinema. Ao ver a Estátua da Liberdade enterrada na areia, Taylor desmorona, e essa cena se tornou um dos maiores plot twists da história do cinema.
O Planeta dos Macacos não é apenas um filme; é uma crítica social profunda sobre a condição humana, a guerra e a evolução. Sua mensagem ressoa até hoje, refletindo as preocupações contemporâneas sobre o futuro da humanidade e o impacto de nossas ações no planeta. O filme deu origem a uma franquia com várias sequências, séries de TV e remakes, solidificando seu lugar na cultura pop.
O filme foi inspirado no livro Monkey Planet de Pierre Boulle, que explora temas de evolução e a natureza humana.
A mensagem principal gira em torno das consequências da arrogância humana e da destruição que pode resultar da guerra e do preconceito.
Na época de seu lançamento, o filme foi um sucesso de bilheteira e recebeu críticas geralmente positivas, sendo reconhecido por seu enredo inovador e efeitos especiais.
Além da icônica cena da Estátua da Liberdade, o filme é lembrado por suas interações entre humanos e macacos, que questionam a natureza da inteligência e da civilização.
Sim, o filme influenciou muitos outros filmes e séries de ficção científica, estabelecendo um padrão para como a narrativa e a maquiagem podem ser utilizadas para contar histórias complexas.
O Planeta dos Macacos continua a ser um dos maiores marcos do gênero de ficção científica, e suas lições permanecem relevantes. Se você ainda não assistiu, ou se faz tempo que viu, vale a pena revisitar essa obra-prima do cinema.
