Os caminhões bicudos da Iveco, modelo Iveco Power Star, com cabine recuada, foi desenvolvido especialmente para o mercado australiano, também chegou a América do Sul, inclusive em pouca quantidade no Brasil, inspirou uma versão holandesa, e teve versão extra pesado para trens da estrada na Austrália.
A Iveco chegou a ter um caminhão de cabine avançada do passado, herdado da Marigus, más em meados de 1998, através de sua equipe de engenheiros na Austrália, desenvolveu especialmente para o mercado Australiano um novo modelo de caminhão, com cabine recuada, que era o padrão preferido do país, o Power Star, disponibilizado com cabine curta e longa.
Na parte mecânica, a plataforma 450E37, tinha várias opções de motorização, começando pelos Iveco de 10 ou 13 litros, e potências de até 550cv. Más a estratégia melhor para se adaptar melhor ao mercado concorrendo diretamente com os modelos típicos americanos, foi disponibilização também de opções de motores da Cummins, Detroit Diesel, e Caterpillar, juntamente com várias opções de cambio, ZF, Eaton Fuller, manual ou automatizado.
A história da Iveco no Brasil, até então, havia sido um pouco conturbada, tinha chegado ao final da década de 70, para tentar resgatar a Fiat diesel, que por sua vez dava sequencia a história da FNM, porém acabou por se retirar no início da década de 80, logo após o lançamento dos Fiat 190H turbo.
Porém a marca resolveu retornar de vez ao mercado em 1997, implantando uma rede própria de concessionárias exclusivas e de assistência técnica encarregada de comercializar veículos importados da Europa e da Argentina, até inaugurar sua fábrica em sete lagoas no ano 2000.
A produção do power star na Argentina havia começado oficialmente em 1999, e foi logo no ano seguinte que tentou-se trazer o caminhão para o Brasil, estima-se que no total 121 unidades do modelo foram destinadas ao Brasil e Venezuela, com motor de 370 cavalos e cambio ZF de 16 marchas,
A aceitação do novo iveco, porém, seria muito ruim, o design na grade frontal era de gosto bem duvido, chegou a receber o apelido de dart vader, más não se sabe se esse foi o único motivo para não ter sido mantido no país, alguns anos depois a Iveco traria para ficar as linhas EuroTech, Eurocargo e Stralis.
Na Austrália porém, o modelo seguiu em produção, motores de até 600 cavalos dava-lhe capacidade para tracionar as grandes composições, cabine leito, até quatro tanques de combustível para grandes distâncias, recebeu também algumas atualização estéticas, até a chegada da segunda geração, bem reformulada, baseada na geração Stralis Europeia, posteriormente no Hi-Way, do qual herdava todo o interior.
A existência do Iveco Power Star, originou um outro modelo da Holanda, país onde é bem comum fazer modificações nas cabines dos caminhões, uma empresa particular, tradicional revendedora Iveco, começou a criar seus próprios cabine avançadas, batizado de Strator, baseando-se na plataforma Stralis 560 6x2, com rodas e tanques cromados, luzes especiais no teto, pintura especial, e interior luxuoso, o modelo feito apenas sob encomenda.
O modelo Iveco power star com as devidas preparações, também começou a participar ativamente do Rally Dakar, chegando a vencer em algumas ocasiões, como em 2012 e 2016.
O modelo mais pesado australiano, foi o 7800, utilizando motor Cummins de até 600hp, e cambio Eaton de 18 velocidades, tração 6x4, e várias adaptações exclusivas para os Road Trains, com capacidade para tracionar até 140 toneladas, com grande cabine que contava com cama, armários, Tv de tela plana e geladeira, apto para concorrer com os demais modelos americanos típicos, como Macks, Volvo e Kenwoth.
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