Partido em 5 - Volume 3 (1977)

 Discografia dos Anos 70

Partido em 5 - Volume 3 (1977)

00:00 - 1 - Sou Mais o Samba (Candeia)
Intérpretes: Os Partideiros
03:02 - 2 - Deus Dá a Farinha e o Diabo Rasga o Saco (Velha da Portela/Jair do Cavaquinho)
Intérpretes: Velha da Portela
05:29 - 3 - Ficar Parado Aí Não Dá (Roque do Plá)
Intérpretes: Roque do Plá
07:12 - 4 - Soltaram o Bicho (Luiz Grande)
Intérpretes: Luiz Grande
09:44 - 5 - Perereca Quando Canta É Sinal de Que Vai Chover (Joãozinho da Pecadora)
Intérpretes: Joãozinho da Pecadora
11:40 - 6 - A Grande Senhora (Anézio)
Intérpretes: Anézio
14:19 - 7 - A Velha Guarda da Portela (Casquinha)
Intérpretes: Casquinha
18:20 - 8 - Vem Pra Roda Meu Bem (Roque do Plá)
Intérpretes: Roque do Plá
21:03 - 9 - Cantor de Sacola (Casquinha)
Intérpretes: Casquinha
23:43 - 10 - Se Eu Não Corcoviasse (O Reincidente) (Luiz Grande)
Intérpretes: Luiz Grande
27:05 - 11 - Galinha Caolha Procura Puleiro Mais Cedo (Velha da Portela)
Intérpretes: Velha da Portela
29:33 - 12 - Segunda-feira (Anézio)
Intérpretes: Anézio
32:00 - 13 - Carrapato do Meu Cachorro (Joãozinho da Pecadora)
Intérpretes: Joãozinho da Pecadora


Partido em 5 - Volume 3 (1977) - YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=HT0f5FjP5PA

Transcript:
(00:02) Vou mandar uma prosa para você aí, meu irmãozinho, de cabelo grande Cabelo grande não, crioulo não tem cabelo, tem é rompe fronha Eu não sou africano Nem norte-americano Ao som da viola e pandeiro Sou mais o samba brasileiro Menino, tome juízo Escute o que vou lhe dizer O Brasil é grande samba Que espera por você Podes crer, podes crer Eu não sou africano Nem norte-americano Ao som da viola e pandeiro Sou mais o samba brasileiro Pra juventude de hoje Dou meu conselho de vez Quem não sabe o be-a-bá Não pode cantar inglês
(00:40) Aprenda o português Eu não sou africano Nem norte-americano Ao som da viola e pandeiro Sou mais o samba brasileiro Este som que vem de fora Não me apavora nem rock, nem rumba Pra acabar com o tal de soul Basta um pouco de macumba Eu não sou africano
(01:45) Eu não sou africano Nem norte-americano Ao som da viola e pandeiro Sou mais o samba brasileiro O samba é a nossa alegria De muita harmonia ao som de pandeiro Vem pra essa roda de samba Não fica imitando estrangeiro Somos brasileiros Eu não sou africano Nem norte-americano Ao som da viola e pandeiro Sou mais o samba brasileiro Calma, calma, minha gente Pra que tanto bambambam Pois os blacks de hoje em dia São os sambistas de amanhã Eu não sou africano Eu não sou africano Nem norte-americano
(03:04) Ao som da viola e pandeiro Sou mais o samba brasileiro Olha aí meu irmão! Cheguei e vou mandar hein! Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco, eu já disse Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco O pobre que não se controla, sua vida nos comove Como exemplo o Dudu da Loteca que fico rico e logo ficou pobre, porque Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco, Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco Servi de espora pra dois mercenários, para no mundo do Samba ingressar.
(04:05) Depois do trabalho deitaram na grama e me deixaram sozinho a vagar, só por que Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco, Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco O pobre que não se controla, sua vida nos comove Como exemplo o Dudu da Loteca que fico rico e logo ficou pobre, porque Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco, Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco Servi de espora pra dois mercenários, para no mundo do Samba ingressar.
(05:04) Depois do trabalho deitaram na grama e me deixaram sozinho a vagar, só por que Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco, Deus dá a farinha e o diabo rasga o saco Eu quero ouvir no gogó, meu irmão Isso é roda de samba Sai daqui, vai pra lá, vai pro lado de lá Ficar parado aí não dá Vai pra lá, vem pra cá, vai pro lado de cá Ficar parado aí não dá Então, o Zé foi a São Paulo ...
(05:56) ... Pois São Paulo não pode parar Sai daqui, vai pra lá, vai pro lado de lá Ficar parado aí não dá Vai pra lá, vem pra cá, vai pro lado de cá Ficar parado aí não dá ... pra Bahia Emburacou no azeite ... A barriga sem preparo Ele tá no ... Sai daqui, vai pra lá, vai pro lado de lá Ficar parado aí não dá Vai pra lá, vem pra cá, vai pro lado de cá Ficar parado aí não dá Então partiu pra Guanabara Sai pra fazer no pé de um morro Ainda lhe encontraram pedindo socorro Zé sumiu! Onde ele está? Sai daqui, vai pra lá, vai pro lado de lá Ficar parado aí não dá
(06:52) Vai pra lá, vem pra cá, vai pro lado de cá Ficar parado aí não dá Luiz Grande, ô rapaz! Dá aquele recado bonito, meu irmão É meu cumpade, estamos aí, vou cortar a história daquele cara chegou lá na minha bocada pagando sugesta dizendo que era xerife no Buraco Quente, mas era tudo grupo Manda que eu quero ouvir Soltaram o bicho no cara Porque não soube chegar Lá na minha bocada A rapaziada bota pra quebrar Soltaram o bicho no cara Porque não soube chegar Lá na minha bocada A rapaziada bota pra quebrar Ele chegou pagando sugesta para toda gente Falou que é xerife no buraco quente
(07:53) E que já mandou mais de dez pro caju Mas os meninos não acreditaram e soltaram o bicho Jogaram o malandro num latão de lixo Arrancaram a farpela e deixaram ele nu Soltaram o bicho no cara Porque não soube chegar Lá na minha bocada A rapaziada bota pra quebrar Ele pensou que lá só morava mané, calça frouxa E viu um cara com cara de trouxa Foi aí que ele se atrapalhou Porque esse cara era considerado demais na bocada E deu um alô para a rapaziada Nem queira saber como ele apanhou Soltaram o bicho no cara Porque não soube chegar
(08:50) Lá na minha bocada A rapaziada bota pra quebrar Ele chegou pagando sugesta para toda gente Falou que é xerife no buraco quente E que já mandou mais de dez pro caju Mas os meninos não acreditaram e soltaram o bicho Jogaram o malandro num latão de lixo Arrancaram a farpela e deixaram ele nu Soltaram o bicho no cara Porque não soube chegar Lá na minha bocada A rapaziada bota pra quebrar Perereca já cantou Deu sinal que vai chover Não veste a calça do gringo Porque ela vai encolher
(09:56) Quando eu era criança Dizia a minha avó Quem veste a calça do gringo Não pode encarar um toró Eu vou bater pra você Que é para você não sair por aí Parecendo um arigó Com a calça pescando siri Perereca já cantou Deu sinal que vai chover Não veste a calça do gringo Porque ela vai encolher Quando eu era criança Dizia a minha avó Quem veste a calça do gringo Não pode encarar um toró Eu vou bater pra você Que é para você não sair por aí
(11:06) Parecendo um arigó Com a calça pescando siri Perereca já cantou Deu sinal que vai chover Não veste a calça do gringo Porque ela vai encolher Mulher é aquela que nos tanto quer E não aquela que nos aparece Mas se for para passar o tempo Tudo se resolver naquele momento Mulher é aquela que nos tanto quer E não aquela que nos aparece
(12:47) Mulher é aquela que nos tanto quer E não aquela que nos aparece Mas se for para passar o tempo Tudo se resolver naquele momento Mulher é aquela que nos tanto quer E não aquela que nos aparece Umas cervejas no mar, um passeio prolongado Um recanto à beira mar, um programa inesperado Um galeto assado na brasa, com amor de quatro horas Depois se volta para casa para ver uma grande senhora Mulher é aquela que nos tanto quer E não aquela que nos aparece Mas se for para passar o tempo Tudo se resolver naquele momento
(13:51) Mulher é aquela que nos tanto quer E não aquela que nos aparece Umas cervejas no mar, um passeio prolongado Um recanto à beira mar, um programa inesperado Um galeto assado na brasa, com amor de quatro horas Depois se volta para casa para ver uma grande senhora Mulher é aquela que nos tanto quer E não aquela que nos aparece Mas se for para passar o tempo Tudo se resolver naquele momento Mulher é aquela que nos tanto quer E não aquela que nos aparece Eu quero cantar um pagode, que eu falo uns apelidos aqui, que não é mera coincidência,
(14:49) não. Eu vou mandar um pagode aqui, tem uns apelidos aqui, que não é mera coincidência, não, é proposital mesmo Eu juro, que não é furo nem jogo Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo Vem gente de toda parte Gente de toda jogada Vem o fio de comédia Malandro que não está com nada Depois vem o Carlinho do Cavaco O Valtinho do Violão Manaceia que tá na parada Pro pagode ficar bom O Stênio falou: eu juro que não é furo nem jogo Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo O Vôzinho falou: eu juro que não é furo nem jogo
(15:43) Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo Vem o Martinho da Vila O Paulinho da Viola Ari do Cavaquinho vem chegando Com o cavaco fora da sacola Da Portela vem o Ivancué Da Quilombo vem o Moura Da Mangueira vem Xangô Também vem Joãozinho da Pecadora Por isso que eu juro Eu juro, que não é furo nem jogo Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo Foi o Nô quem falou: eu juro que não é furo nem jogo Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo Chega o João Nogueira Com a Giza, sua irmã Vem chegando a Clementina
(16:27) Desta sou um grande fã Vicentina vem anunciar A sua roda de samba A segunda-feira na Portela Que é local de gente bamba O Barbosa falou: eu juro que não é furo nem jogo Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo O Bezerra falou: eu juro que não é furo nem jogo Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo A Velha Guarda formada Vem dizer no seu pagode Quem vem de frente ao Nozinho Em respeito o seu bigode Vem seu João Calça Curta Vem Seu Lini, Seu Rufino Chico Traidor vem comandando Nosso corpo feminino
(17:17) É por isso que juro: eu juro que não é furo nem jogo Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo Eu falei pra você: eu juro que não é furo nem jogo Só depois da meia-noite que o pagode pega fogo E aí pessoal, essa é a rapaziada do Partido em 5, quem não se lembra, com outra roupagem Vem pra roda meu bem, meu bem Que eu também já sambei
(18:38) Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei Vem pra roda, neném Vem pra roda meu bem, falou Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei
(20:54) Em roda de partideiro o cara que é mudo não pode entrar Ele fica de fora, pois partido alto é para versar Vem pra roda, neném Vem pra roda meu bem, falou Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar
(22:26) que é bamba como eu já mostrei Vem pra roda, neném Vem pra roda meu bem, ok Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei A mulher por ser parte fraca ela fica do homem querendo zombar Até que um dia o cara se invoca e a pobrezinha bota pra chorar
(23:56) Vem pra roda, meu bem Vem pra roda meu bem, falou Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei Falou Roque do Plá Vem pra roda meu bem, ok Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei Numa festa pros bichos botaram um macaco como tocador
(25:04) A preguiça ficou na cozinha e o papagaio como orador Vem pra roda, neném Vem pra roda meu bem, falou Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei A mulher por ser parte fraca ela fica do homem querendo zombar Até que um dia o cara se invoca e a pobrezinha bota pra chorar
(26:29) Vem pra roda, neném Vem pra roda meu bem, ok Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei
(27:40) Olha bem o que eu falei Vem pra roda meu bem, sacou Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei Chega cá meu bem Vem pra roda meu bem, falou Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei Vem pra roda meu bem Vem pra roda meu bem, ok Que eu também já sambei, tá tudo aí Vem pra roda de samba mostrar que é bamba como eu já mostrei
(29:00) Antigamente, quando o samba era mais devagar Eu chegava e podia cantar Os sambinhas que eu faço, sem pretensão Mas, hoje em dia, a ambição de gravação Eu chego, fico sentado num canto Quero cantar e não me deixam, não ( já entendi a razão ) Mas, doravante, vou bancar o ignorante Vou chegando, quero cantar, seja lá em qualquer tom Porque pra isso levo comigo Osmar do Cavaco, mulato de fato E Jorge da Conceição, que é o rei do violão Então eu vou cantar até em tom sustenido Sem ferir o ouvido de quem estiver a mês
(29:51) escutar Todos dirão, que voz tão bela Não podia ser de outro, trata-se de Casquinha da Portela Antigamente, quando o samba era mais devagar Eu chegava e podia cantar Os sambinhas que eu faço, sem pretensão Mas, hoje em dia, a ambição de gravação Eu chego, fico sentado num canto Quero cantar e não me deixam, não ( já descobri a razão)
(31:22) Mas, doravante, vou bancar o ignorante Vou chegando, quero cantar, seja lá em qualquer tom Porque pra isso levo comigo Osmar do Cavaco, mulato de fato E Jorge da Conceição, que é o rei do violão Então eu volto a cantar com todo o prazer Mas não ficarei ofendido se ouvir alguém
(33:13) dizer Sai fora daí, ó seu cantor de sacola Se ainda sobrevive é graças ao Paulinho da Viola

Adicionado em: 11-04-2023
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