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JESSÉ AS MÚSICAS PREFERIDAS PARA OUVIR EM 2024

 Coletânia Melhores Músicas

A Vida e Trágica Morte do Ícone da Música Brasileira, Jessé

Nós, fãs da música brasileira, nos lembramos com profunda saudade de Jessé, o cantor, compositor e músico que deixou uma marca indelével em nossa cultura. Apesar de sua carreira ter sido breve, Jessé criou clássicos da MPB que ecoam até os dias de hoje, como "Porto Solidão" e "Voa Liberdade".

Sumário

Origens e Início da Carreira

Jessé Florentino Santos nasceu em 25 de abril de 1952, em Niterói, Rio de Janeiro. Seus primeiros anos de vida foram passados em Niterói, na Travessa Henrique Castrioto, no bairro da Engenhoca. Sua família era bastante religiosa, e Jessé pôde crescer rodeado de muito amor e cuidados.

Em 1958, seu pai, que trabalhava como funcionário público, foi transferido para a então recém-inaugurada cidade de Brasília. Morando na nova capital federal, com poucas opções de lazer, Jessé e sua família tornaram-se frequentadores assíduos da Igreja Presbiteriana local, onde o jovem cantor fez muitos amigos e teve seu primeiro contato com a música.

Com 14 anos de idade, Jessé já estava tocando contrabaixo com sua primeira banda, fazendo covers de artistas famosos e prestigiados, como Roberto Carlos. Mesmo ainda muito jovem, em 1968, Jessé se relaciona com a senhora Marques de Aguiar, com quem teve seu primeiro filho, Marcelo.

Ascensão e Consolidação da Carreira

Em 1970, quando seu pai se aposentou e voltou para o Rio de Janeiro, Jessé decidiu permanecer em Brasília e continuar com sua banda, que já estava conseguindo realizar bons shows na cidade. Aos 22 anos, Jessé mudou-se junto com alguns integrantes da banda para São Paulo, em busca do sucesso na carreira.

Na capital paulista, Jessé e seus amigos conseguiram integrar a banda Corrente de Força, liderada pelo vocalista e tecladista Pick Rivett. O som da banda era caracterizado por ritmos envolventes e uma energia contagiante, com elementos típicos do soul e funk, mas com um toque distintamente brasileiro.

Em 1976, Jessé e alguns integrantes deixaram a Corrente de Força para formar a banda Placa Luminosa. Nesse novo grupo, Jessé conseguiu gravar seu primeiro LP, que fez relativo sucesso, principalmente pela faixa "Velho Demais", que entrou na trilha sonora da novela "Sem Lenço e Sem Documento".

Pouco tempo depois, Jessé deixou a Placa Luminosa para tentar uma carreira solo, cantando músicas em inglês, estilo que estava em alta no Brasil naquele momento. Após cerca de 5 anos tentando se firmar como cantor solo, Jessé finalmente alcançou o sucesso em 1980, quando participou do Festival MPB Shell da Rede Globo, defendendo a música "Porto Solidão".

No festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete, e a música "Porto Solidão" se tornou sua interpretação mais conhecida, tornando-o um dos artistas mais famosos da década de 80. A letra da canção é uma metáfora profunda sobre a vida e a solidão, tocando diretamente o coração dos ouvintes.

No ano seguinte, Jessé venceu novamente o mesmo festival, desta vez defendendo a música "Estrela Reticente", outro de seus maiores sucessos. A década de 80 foi, sem dúvida, um período de ouro para o cantor, que consolidou sua carreira solo com discos que se tornaram referência na MPB.

Vida Pessoal e Últimos Anos

No auge de sua carreira, Jessé se casou com Dilza Breder. O relacionamento não durou muito tempo, mas foi suficiente para que o cantor tivesse seu segundo filho, uma menina chamada Rebeca.

Na década de 90, a gravadora de Jessé começou a pressioná-lo a cantar músicas no estilo sertanejo, que fazia muito sucesso na época. Como o cantor não desejava seguir essas imposições, ele montou sua própria gravadora, chamada "Luz". Com seu próprio selo, Jessé gravou um de seus últimos discos, intitulado "Raízes", além de apoiar artistas rejeitados pelas gravadoras tradicionais.

Nos últimos anos de vida, Jessé se casou com Rosana Kozzer, que além de ser sua companheira, apoiava sua carreira e o acompanhava nos shows por todo o Brasil.

A Trágica Morte de Jessé

Jessé era apaixonado por automobilismo e pela velocidade, mesmo tendo consciência de que sua forma de dirigir poderia trazer consequências para sua vida. Infelizmente, essa paixão acabou levando-o a uma morte trágica.

No dia 29 de março de 1993, Jessé estava se deslocando em seu próprio carro, um Ford Escort XR3 conversível azul, para realizar um show na cidade de Terra Rica, no Paraná. Junto com o cantor estava sua esposa Rosana Kozzer, grávida de cinco meses. No trajeto, Jessé dirigia a aproximadamente 190 km/h, acima do limite permitido. Ao fazer uma curva, ele perdeu o controle do veículo, que capotou várias vezes. Jessé não estava usando o cinto de segurança e bateu com a cabeça, sofrendo um traumatismo craniano fatal. Sua esposa ficou ferida, mas conseguiu sobreviver, porém perdeu a filha que esperava.

Jessé faleceu no dia 29 de março de 1993, aos 40 anos de idade, vítima de um acidente automobilístico. Seu velório, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, foi um evento marcado por muita emoção e homenagens, amplamente coberto pela mídia nacional.

Mesmo após sua morte precoce, Jessé continua presente na memória do público e dos artistas. Seus álbuns e canções são relançados periodicamente, e sua voz marcante ecoa nas novas gerações de fãs, que se emocionam com a profundidade e a beleza de sua obra.

FAQ

  1. Quando e onde Jessé nasceu? Jessé Florentino Santos nasceu em 25 de abril de 1952, em Niterói, Rio de Janeiro.
  2. Como Jessé começou sua carreira musical? Jessé começou tocando contrabaixo em uma banda de covers de artistas famosos, ainda quando tinha 14 anos de idade, em Brasília.
  3. Quais foram os principais sucessos de Jessé? Alguns dos maiores sucessos de Jessé foram "Porto Solidão", "Voa Liberdade", "Solidão de Amigos" e "Campo Minado".
  4. Como Jessé morreu? Jessé morreu em um acidente automobilístico, em 29 de março de 1993, aos 40 anos de idade. Ele estava dirigindo a 190 km/h, acima do limite, quando perdeu o controle do carro e capotou, sofrendo traumatismo craniano fatal.
  5. Onde Jessé está enterrado? Jessé foi inicialmente sepultado no Cemitério Gethsêmani, em São Paulo, e anos depois seu caixão foi transferido para o Cemitério Sagrado Coração de Jesus, em Santo André.

"Mesmo após sua morte precoce em 1993, Jessé continua presente na memória do público e dos artistas. Seus álbuns e canções são relançados periodicamente, e sua voz marcante ecoa nas novas gerações de fãs."

Adicionado em: 02-08-2024
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