Os Motorhomes, geralmente são ônibus ou vans transformados internamente e adaptadas para ser uma casa. Independente do tamanho e luxo, deve conter o mínimo para convivência, higiene e alimentação, além de ser auto-suficiente, com caixa d’água, baterias extras ou gerador de energia e conversores, também podem ser adaptados ao chassis de um caminhão com cabine original, são conhecidos por Truck-home.
A definição do veículo motorhome foi dada no Brasil em 1978 pela resolução 538 do Contran, onde passaria a ser inserido no documento a expressão “motor casa”.
O Trailer é uma habitação formada principalmente de dormitório, cozinha, sala e banheiro, montado sobre uma plataforma reboque ou semi reboque com um ou mais eixos. Também podem se apresentar em tamanho reduzido, geralmente apenas dormitório, chamados de Mini trailers ou teardrops. Esse veículo deve ser devidamente documentado, e a nome trailer constará no CRLV.
O Camper, é um módulo com recursos internos semelhantes ao de um trailer, dimensionado para ser acomodado sobre a caçamba de uma pick up podendo ser destacável para o uso livre do veículo, a legislação que regula o Camper é a nº 346 de 2010 do Contran, más não exige mudança do documento do veículo.
O Trailovers— é uma espécie de camper para automóveis de passeios.
A categoria de habilitação para conduzir motorhomes, antigamente seguia a mesma categoria do veículo utilizado como base, e no caso do trailer, era exigido categoria E independente do peso, conforme redação que integraria o CTB, LEI Nº 9.503, DE 1997.
Em 2011, uma nova lei foi instituída para regulamentar o assunto, (Incluído pela Lei nº 12.452, de 2011), passando portanto a ser permitida a condução de motorhomes até 6 T de PBT por portadores de CNH categoria B, e ainda, no caso dos trailers, a categoria E passou a ser exigida apenas para aquele cujo peso exceda e 6t ou lotação de 8 passageiros. Nos demais trailers deve ser respeitada a categoria do veículo automotor que o traciona, que por sua vez deve ser acoplado respeitando a capacidade máxima de tração.
Não dá pra precisar o exato início do motorhome, ou definir sua invenção, pois trata-se de uma evolução gradativa que se seguiu por várias décadas e vários continentes, a criação de algum tipo móvel de casa acompanhou a expansão de países e construções rumo aos interiores e colônias, até que por fim passou a converter-se em meio de lazer.
Os primeiros MotorHomes propriamente ditos datam da primeira década do ano 1900 (1910), na década de 1920, construtores e fabricantes individuais começaram a converter caminhões e ônibus para serem usados para acampar, o nome MotorHome teria surgido por volta do ano de 1950.
No Brasil, viajar de motorhomes virou uma moda muito forte nos anos 70 e 80, algumas das primeiras fabricantes de motorhomes no país haviam surgido na década de 60, como a Manfro e a Turiscar:
A Manfro, de Caxias do Sul (RS), iniciou a fabricação de trailers para lazer e uso comercial em 1963, em 1975 lançou o modelo Super Manfro Motorhome, com detalhes estilísticos bem originais, montado sobre chassi Mercedes-Benz 1113. Sua carroceria de fibra de vidro, com dez metros de comprimento e capacidade para alojar seis passageiros.
A Turiscar em 1965, também foi pioneira na produção de trailers turísticos na América Latina e uma das maiores responsáveis pela introdução do campismo no Brasil. Seu primeiro protótipo que receberia o nome de Turiscar Caravana, era inspirado em modelo alemão da Knaus, foi preparado ainda em 1964 para ser exposto no IV Salão do Automóvel:
Um dos mais antigos e icônicos do Brasil é o Karmann Ghia Safari, sobre a plataforma da Kombi, montado lá pelos anos 70.
O campismo ganhava força nas décadas seguintes, surgindo outras fabricantes como: minimax; prodecar; itapoã; homecar; hometur; ancar, entre outras.
Uma recente Resolução do CONTRAN foi editada em 2018, a Nº 743 (12/11/2018), que Estabelece requisitos técnicos para modificação ou transformação de veículos para motorcasa, assim como sua circulação e fiscalização.
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distancia e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogancia que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.” (AMYR KLINK – consagrado navegador, mestre em planejamento)
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