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História do JIPE ENGESA 4

 Autos

O jipe Engesa 4, foi um brasileiro nato e um dos maiores sucessos da ENGESA na década de 80, considerado na época o melhor jipe produzido no país até então, deixando sua contribuição para o mercado nacional de 4x4 para uso militar e civil, juntamente com grandes outros nomes lendários, assim como os grandes 4x4 que estiveram no Brasil, como Jipe Wyllis e Toyota Bandeirante, os jipes da Engesa tiveram origem em necessidades militares, neste caso, do exército brasileiro.
Antes da Engesa colocar o projeto no mercado, a história começava pelas mãos de outra empresa brasileira, a Envemo, paulista criada com a finalidade de prestar serviços técnicos para a indústria automobilística, preparações e vários acessórios, em 1982, ocorreu que, para capacitar-se a participar de licitação do Exército, preparou o protótipo de um jipe militar, com chassi da Chevrolet C-10.
No entanto, no ano seguinte a Envemo foi vendida para a Engesa, que era nada menos que o maior destaque da engenharia mecânica e mais importante fábrica de equipamentos militares de uso terrestre do Brasil, maior fabricante de veículos blindados da américa latina, passou a administrar a ENVEMO com o mesmo nome, o projeto do Jipe foi aproveitado e transformando em um caminhão leve, lançado pela Engesa como EE-34, rapidamente fornecido para o exército brasileiro, o jipe 4x4 era de grande interesse da Engesa, que o preparava em um projeto inédito e leve.
O ENGESA EE-12
Tratava-se do jipe Engesa EE-12, um 4x4 apresentado ao público em novembro de 1984, desde o chassi tubular de desenho inovador até a carroceria metálica de linhas angulares e funcionais, concebido para ser um instrumento de trabalho resistente, sem maiores preocupações com o conforto interno e nenhuma sofisticação.
A sua suspensão era eixo rígido nos dois eixos com molas helicoidais e barras, os freios eram a discos na dianteira e tambores na traseira.
Com tração 4x4 com reduzida, câmbio manual clark de cinco marchas, e inicialmente apenas duas opções de motores ambos quatro cilindros GM 151 de 2.5 litros do Opala, que gerava 17.1KGFMa2500RPM e 82CVa4400RPM na versão a gasolina e 19.4KGFMa2000RPM e 88CVa4000RPM a álcool.
O EE12 foi relançado 1 ano depois como Engesa 4, havia duas versões de acabamento: standard, com capota de lona, santantônio, para-brisa rebatível e rodas de disco pintadas; e luxo, com capota metálica, vidros deslizantes na frente, acabamentos plásticos nos para-lamas, rodas largas cromadas e melhor acabamento interno.
No final de 1986 o Engesa 4 ganhou capota rígida em fibra de vidro (fabricada pela Envemo), em lugar da metálica, com grande área envidraçada.
Em meados de 1987 e 88, outra empresa de origem brasileira se interessava pelo mercado de jipes 4x4, a CBT, lançando o Javalli para concorrer com o Engesa 4, e Toyota bandeirante, sua construção era totalmente voltada para o trabalho, como como principal diferencial trazia um compacto motor a diesel da própria CBT, modelo de 3 cilindros com turbo, foi então que pela Engesa duas novidades chegariam em outubro de 1988, modelos que ficariam conhecido como Engesa 4 fase 2, com chassi 20 cm mais longo, entre eixos de 2.47metros, opção de quatro portas, e o primeiro com motor a diesel, o Perkins Q20B 3.9 emprestado da Chevrolet D20, que gerava 28.1KGFMa1600RPM e 90CVa3600RPM, o Engesa fase 2 recebia ainda algumas melhorias mecânicas e pequenas mudanças internas.
Em 1991, um dos últimos lançamentos, ficou conhecido como Engesa4 Jordânia, ou fase 3, com chassi um pouco mais longo, há informações que os alguns Engesa 4 chegaram a sair de fábrica com os motores GM 250 6cc, de 4,1 litros, porém, muito raros.
Em outubro de 1993, chegava ao fim àquela que havia colocado o Brasil como quinto maior exportador mundial de equipamentos militares, a falência da Engesa foi decretada, e todos os projetos encerrados, incluindo o Engesa 4.
Em 1996, a empresa Envesa Engenharia de Veículos e Reboques Ltda., de Londrina (PR), adquiriu nove conjuntos de componentes do jipe EE-4 em um leilão promovido pela massa falida da Engesa, fez a montagem e venda dos jipes, com motor Maxion S4, arrematando depois mais 40 unidades para revende-los com o nome ENVESA.
No início dos anos 2000, duas outras empresas entraram em sena no aprimoramento do projeto do jipe Engesa, a Columbus, de São Paulo, e a CEPPE, empresa de Barueri, que em conjunto lançaram o projeto de jipe Columbus CEPPE 4x4, com todas as dimensões aumentadas, motor MWM 4 cilindros 2,8 litros e 135cv, más em 2003, quando ainda se encontrava em processo de homologação pelo Exército, teve o projeto e os direitos de fabricação vendidos à montadora gaúcha Agrale, que vendo a oportunidade decidiu investir 11 milhões de reais para desenvolvimento do projeto desejando iniciar sua produção seriada já no ano seguinte, e nasceria então, o Agrale Marruá, ainda em fabricação.

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Adicionado em: 14-01-2023
Categoria: Autos

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