Como Chica Xavier morreu?
Chica Xavier, foi uma atriz que ficou muito conhecida na dramaturgia brasileira, especialmente na representação de personagens negras. Ao longo de sua carreira, Chica atuou em mais de 60 anos de história na dramaturgia nacional, participando de peças teatrais, filmes e novelas da TV Globo.
Francisca Xavier Queiroz de Jesus, conhecida como Chica Xavier, nasceu em 22 de janeiro de 1932, na cidade de Salvador, na Bahia.
Chica Xavier cresceu na Quinta da Barra, hoje conhecida como Barra Avenida. Sua infância foi praticamente na pobreza, sua mãe a criou sem a ajuda de seu pai, de teatro de Pascoal Carlos Magno, que era um dos cursos pioneiros na formação de atores negros no Brasil.
O curso com Pascoal, foi fundamental para a formação de Chica como atriz, proporcionando-lhe uma base sólida em técnicas teatrais, e uma compreensão profunda da arte de atuar.
Pascoal Carlos Magno a incentivou a explorar suas raízes culturais, e a incorporar elementos da cultura afro-brasileira em suas performances, o que se tornou uma marca registrada na carreira de Chica.
Em julho de 1956, Chica se casa com seu então namorado Clementino Kelé, que assim como ela também seguiu a vida artística. Dois meses após seu casamento, a jovem atriz faria sua estreia no teatro, atuando na peça "Orfeu da Conceição", escrita por Vinícius de Moraes e com música de Tom Jobim. Esta peça é uma releitura do mito grego de Orfeu e Eurídice, ambientada no contexto das favelas cariocas durante o Carnaval.
Chica Xavier interpretou o papel da Dama Negra, uma figura simbólica que representava a morte. Este papel era desafiador, pois envolvia declamação de versos e dança ao som de atabaques, destacando a presença imponente e a expressividade de Chica no palco.
Apesar de seu esforço e dedicação, sua renda com o teatro era mínima, e Chica Xavier precisava trabalhar no Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais. Mesmo estereotipados que não refletiam a diversidade e a complexidade da experiência negra. Personagens como empregadas domésticas, escravas ou figuras subservientes eram comuns, restringindo sua capacidade de explorar uma ampla gama de personagens e histórias.
Apesar das dificuldades, Chica Xavier escreveu seu nome na teledramaturgia fazendo excelentes trabalhos como a Dona Bá, em Sinhá Moça.
Embora a personagem esteja no estereótipo das muitas personagens destinadas às mulheres negras, Chica conseguiu fazer uma atuação brilhante na novela como Dona Bá.
A personagem era uma escrava idosa, sábia e amorosa, que trabalhava na fazenda do Barão de Araruna, pai da protagonista, Sinhá Moça. Dona Bá era mais e comunitárias, que refletiam seu profundo compromisso com a umbanda e a cultura afro-brasileira.
Ao longo de sua carreira, Chica Xavier participou de mais de 26 novelas apenas na Rede Globo, terminando sua trajetória em 2012, quando atuou em Cheias de Charme.
Nos seus últimos anos de vida, Chica parou de atuar, devido a idade e os problemas de saúde. Como uma mulher dedicada à família, neste momento de fragilidade seus familiares faziam questão de estarem sempre próximos a ela. Seu marido, Clementino Kelé com quem compartilhou uma vida, ainda estava casado com ela, e com seus três filhos e três netos, sua casa vivia sempre cheia de alegria e sorrisos.
Em 2020, seus problemas de saúde começaram a ficar mais intensos, e ela precisou fazer exames específicos para saber o que realmente vinha acontecendo com sua saúde. Nesta época, o mundo estava passando por uma pandemia, e por já estar com uma idade avançada, os médicos preferiram adiar seus exames. Porém,, acabou não dando tempo, e ela acabou sendo internada às pressas no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca.
No hospital foram feitos alguns exames, e foi descoberto que ela estava com câncer de pulmão, já em estágio final. Ela permaneceu pouco tempo internada, e apenas três dias depois da descoberta do câncer seu corpo não resistiu.
Chica Xavier morreu no dia 8 de agosto de 2020, em decorrência de um câncer de pulmão. Ela estava com 88 anos.
O velório de Chica Xavier ocorreu no dia 9 de agosto de 2020, no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Devido à pandemia, o velório foi restrito aos familiares e amigos próximos.
Chica Xavier foi enterrada no mesmo dia, por volta das 16h, em um sepultamento íntimo e respeitoso.
Chica Xavier deixou um legado que continua a influenciar e a inspirar gerações. Seu impacto na dramaturgia brasileira, na representatividade negra e na defesa da cultura afro-brasileira é inestimável. Sua memória permanece viva através de suas atuações icônicas, de suas contribuições culturais e do amor e respeito de todos que tiveram a honra de conhecê-la e de apreciar seu trabalho.
Chica Xavier foi uma atriz icônica na dramaturgia brasileira, com uma carreira que se estendeu por mais de 60 anos e que deixou uma marca indelével na representação de personagens negras. Neste artigo, vamos explorar a vida de Chica, suas conquistas, desafios e a forma como sua trajetória chegou ao fim. Prepare-se para uma viagem emocionante pela história de uma artista que inspirou gerações e deixou um legado inestimável.
Francisca Xavier Queiroz de Jesus, mais conhecida como Chica Xavier, nasceu em 22 de janeiro de 1932, em Salvador, Bahia. Desde pequena, Chica enfrentou desafios significativos, crescendo na Quinta da Barra, hoje conhecida como Barra Avenida. Sua infância foi marcada pela pobreza, sendo criada por sua mãe sem a presença do pai. Mesmo em meio às dificuldades, Chica foi exposta à rica cultura local, incluindo o candomblé, que mais tarde influenciaria sua carreira.
Aos 14 anos, Chica começou a trabalhar como aprendiz de encadernadora na imprensa oficial do estado da Bahia. Em 1953, com um forte desejo de estudar teatro, ela se mudou para o Rio de Janeiro. Sua viagem não foi apenas uma busca por um sonho, mas também uma oportunidade de conhecer seu pai, que havia se mudado para a cidade anos antes. Ao chegar ao Rio, Chica ficou sob os cuidados do educador Anísio Teixeira, que a acolheu, permitindo que ela se concentrasse em sua formação artística.
Assim que se estabeleceu, Chica se matriculou no curso de teatro de Pascoal Carlos Magno, um dos pioneiros na formação de atores negros no Brasil. Este curso foi crucial para sua formação, proporcionando uma base sólida em técnicas teatrais e uma compreensão profunda da arte de atuar. Pascoal incentivou Chica a explorar suas raízes culturais, incorporando elementos da cultura afro-brasileira em suas performances, o que se tornaria uma marca registrada em sua carreira.
Em julho de 1956, Chica casou-se com seu namorado, Clementino Kelé, que também seguia a carreira artística. Apenas dois meses depois, ela estreou no teatro, atuando na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes, onde interpretou a Dama Negra, uma figura simbólica que representava a morte. Esse papel desafiador destacou sua expressividade e presença no palco, mesmo diante de uma renda mínima que a obrigou a trabalhar em outro emprego para sustentar sua família.
Chica enfrentou muitos desafios durante sua carreira. Apesar de seu talento, frequentemente era escalada para papéis estereotipados que não refletiam a diversidade da experiência negra. Personagens como empregadas domésticas e escravas eram comuns, limitando suas oportunidades de explorar uma gama mais ampla de narrativas. No entanto, sua determinação e talento a levaram a conquistar papéis memoráveis, como Dona Bá em “Sinhá Moça”.
Na novela, Chica interpretou uma escrava idosa, sábia e amorosa, que se tornou uma figura maternal e conselheira para a protagonista. Seu desempenho foi aclamado, mostrando que, apesar das limitações impostas pela sociedade, Chica conseguiu brilhar e deixar sua marca. Outro papel significativo foi na novela “Renascer”, onde teve a oportunidade de explorar temas centrais da luta pela terra e resistência dos trabalhadores rurais, refletindo sua conexão com suas raízes nordestinas.
Além de sua carreira como atriz, Chica Xavier também se destacou como mãe de santo, fundando seu próprio terreiro de umbanda na década de 1980, localizado em Sepetiba, zona oeste do Rio de Janeiro. Conhecida como Mãe Chica, sua rotina envolvia atividades espirituais e comunitárias, refletindo seu compromisso com a umbanda e a cultura afro-brasileira. Essa conexão com suas raízes culturais se tornou um aspecto fundamental de sua vida e carreira.
Chica Xavier atuou em mais de 26 novelas na Rede Globo e encerrou sua trajetória em 2012, com a novela “Cheias de Charme”. Nos últimos anos de sua vida, ela enfrentou problemas de saúde que a forçaram a se afastar da atuação. Com uma família dedicada, seus filhos e netos estiveram sempre próximos, mantendo a alegria e a união em sua casa.
Em 2020, sua saúde começou a se deteriorar. Apesar das dificuldades, o mundo estava enfrentando uma pandemia, e os médicos optaram por adiar exames que poderiam ter diagnosticado sua condição mais rapidamente. Infelizmente, a situação se agravou e Chica foi internada de emergência no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca.
Após exames realizados no hospital, foi descoberto que Chica estava com câncer de pulmão em estágio final. Sua internação foi breve, e apenas três dias após o diagnóstico, ela faleceu no dia 8 de agosto de 2020, aos 88 anos. O velório ocorreu no dia seguinte, no Cemitério Jardim da Saudade, no Rio de Janeiro, em um evento restrito a familiares e amigos próximos devido à pandemia.
Chica Xavier foi enterrada em um sepultamento íntimo, mas seu legado permanece vivo. Sua contribuição para a dramaturgia brasileira, sua luta pela representatividade negra e sua defesa da cultura afro-brasileira continuam a inspirar muitos.
O impacto de Chica Xavier na cultura brasileira é inestimável. Ela não apenas quebrou barreiras em sua carreira, mas também abriu portas para futuras gerações de artistas negros. Sua memória é celebrada por suas atuações icônicas e pelo amor e respeito que recebeu de todos que tiveram a honra de conhecê-la.
Chica Xavier foi uma força da natureza, uma mulher que não apenas atuou, mas que viveu e respirou arte. Sua vida e sua carreira são um testemunho de resiliência e paixão. Ao relembrarmos sua trajetória, somos inspirados a continuar lutando por representatividade e diversidade na arte. Chica, sua memória e seu legado continuam vivos em nossos corações.
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