No dia em que a Constituição Federal de 1988 completa 35 anos, o ex-relator geral da Assembleia Nacional Constituinte, Bernardo Cabral, celebra a data e defendeu que ela tem fôlego para mais 35. Aos 91 anos, quase 60 deles na vida pública, Cabral recebeu a equipe de reportagem do SBT em seu escritório no Rio de Janeiro. Em conversa com a jornalista Soane Guerreiro, relembrou, com riqueza de detalhes, os bastidores das discussões no Congresso Nacional durante a Constituinte que atuou por 1 ano e 8 meses até que a Carta Magna fosse promulgada.
"Os profetas do Apocalipse devem estar se movendo onde quiserem [...] aqueles profetas que diziam que ela não duraria seis meses. De modo que durou tudo isso porque foi fruto do povo. Não foi fruto de um grande intelectual sozinho", lembrou Bernardo Cabral.
O deputado constituinte contou que era comum parlamentares rodarem noites e madrugadas se debruçando sobre a organização da Carta. Foram mais de sessenta e uma mil emendas sugeridas por pessoas comuns, constituintes e entidades de classe, além de 122 emendas populares, algumas com mais de 1 milhão de assinaturas.
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