Além de tocar em conjuntos de música regionalista Berenice durante um tempo participou de um grupo de jovem guarda chamado As Brasas, As Carecas, junto com a cantora Yoli Planagumá.Esse grupo era formado só por mulheres jovens e todas as integrantes, excetuando ela, haviam raspado a cabeça. Durante a apresentação elas usavam perucas e no ponto alto da apresentação rapazes da platéia eram chamados para tirar as perucas exibindo assim as carecas das cantoras. Berenice encerrava o show com o seu acordeão vestida de gaúcho.
Em 1975 aos 23 anos grava Fogo de Chão, seu primeiro disco acompanhada do grupo Os Açorianos. Durante a mixagem desse ela assinou o contrato com a gravadora Continental para gravar o primeiro disco solo, Gauchinha Faceira, em 1976. Em 1980 lança o disco Romance de Terra e Pampa com o seu grande sucesso "É disto que o velho gosta", composta junto com Gildo Campos em homenagem ao seu pai. Esse sucesso foi um marco em sua carreira, projetando ela nacionalmente. A música foi regravada em 1985, por Sérgio Reis, e em 1996, por Chitãozinho & Xororó.
Nas eleições de 2016 se candidatou a vereadora no município de Cidreira, no Litoral Norte do RS, pelo PSD. Não se elegeu, recebendo 23 votos.
Morreu no dia 3 de junho de 2021 na cidade de Passo Fundo em decorrência de uma parada cardíaca.A cantora lutava contra um câncer de pâncreas.
Berenice Azambuja, uma das vozes mais icônicas da música nativista gaúcha, deixou uma marca indelével no cenário musical brasileiro. Nascida em Porto Alegre em 21 de março de 1952, sua trajetória foi marcada por desafios, inovações e um amor profundo pela cultura gaúcha. Neste blog, vamos explorar a vida, carreira e o legado de Berenice Azambuja, destacando seus principais sucessos e contribuições para a música brasileira.
Berenice nasceu no bairro Partenon, em Porto Alegre, filha de Pedro Paulo e Entina Azambuja. Desde cedo, foi imersa em um ambiente artístico, com seu pai sendo violonista e sua mãe, artista circense. A música estava no seu DNA. Aos sete anos, Berenice ganhou seu primeiro acordeão e começou a estudar música no Conservatório, onde se formou em teoria musical e solfejo aos 11 anos.
Com apenas 11 anos, Berenice teve a oportunidade de se apresentar no programa infantil "Clube do Guri", acompanhando a famosa cantora Elis Regina. Sua formação continuou e, aos 12 anos, já era uma prodígio no acordeão. A juventude de Berenice foi marcada por cursos de aperfeiçoamento e um curso superior em música, embora tenha interrompido seus estudos para se apresentar com conjuntos de baile.
Berenice se destacou não apenas por seu talento musical, mas também por seu estilo inovador. Ao invés de usar o tradicional vestido de prenda, que dificultava seus movimentos com o acordeão, ela adotou o chiripá, um traje masculino gaúcho. Sua mãe, percebendo a necessidade de conforto e liberdade de movimento, criou um chiripá adaptado para mulheres, com bordados voltados para frente. Essa escolha gerou críticas, mas se tornou uma marca registrada de Berenice, influenciando outras mulheres no meio tradicionalista.
Além de tocar em conjuntos de música regionalista, Berenice fez parte do grupo de jovem guarda "As Brasas, as Carecas", ao lado da cantora Yoli Planagumá. Esse grupo, formado apenas por mulheres jovens, tinha uma proposta ousada: todas as integrantes raspavam a cabeça e usavam perucas durante as apresentações. No auge do show, os rapazes da plateia eram convidados a retirar as perucas, revelando as cabeças raspadas das cantoras. Berenice encerrava o espetáculo com seu acordeão, vestida de gaúcho, um símbolo de sua autenticidade.
Em 1975, aos 23 anos, Berenice lançou seu primeiro disco, "Fogo de Chão", com o grupo Os Açorianos. Durante a mixagem desse álbum, assinou contrato com a gravadora Continental, que resultou em seu primeiro disco solo, "Gauchinha Faceira", em 1976. Mas foi em 1980 que Berenice alcançou o sucesso nacional com o álbum "Romance de Terra e Pampa", que incluía a canção "É Disto que o Velho Gosta", uma homenagem ao seu pai, composta em parceria com Gildo Campos. Essa música se tornou um marco em sua carreira.
Ao longo de sua carreira, Berenice Azambuja conquistou três discos de ouro e lançou 17 discos e um DVD. Seu talento e dedicação à música nativista a tornaram uma referência no cenário musical brasileiro. A canção "É Disto que o Velho Gosta" foi regravada por grandes artistas, como Sérgio Reis em 1985 e Chitãozinho & Xororó em 1996, solidificando ainda mais seu legado.
Em 2016, Berenice se aventurou na política, candidatando-se a vereadora no município de Cidreira, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, pelo partido PSD. Apesar de receber apenas 23 votos e não ser eleita, sua coragem em se envolver na política mostrou seu compromisso com a comunidade.
Berenice Azambuja faleceu em 3 de junho de 2021, em Passo Fundo, devido a uma parada cardíaca, após lutar contra um câncer de pâncreas. Em abril de 2021, ela havia recebido alta após superar uma infecção por COVID-19 e, para comemorar, saiu do hospital tocando gaita e cantando seu grande sucesso. Sua partida deixou um vazio na música gaúcha, mas seu legado continua vivo.
O maior sucesso de Berenice Azambuja é a canção "É Disto que o Velho Gosta", lançada em seu álbum "Romance de Terra e Pampa" em 1980.
Ao longo de sua carreira, Berenice Azambuja lançou 17 discos e um DVD.
Berenice optou pelo chiripá, um traje masculino, para garantir conforto e liberdade de movimento ao tocar acordeão, ao invés de usar vestidos que dificultavam seus movimentos.
Berenice Azambuja trouxe inovação ao cenário musical gaúcho, tanto em seu estilo de vestir quanto em suas composições, tornando-se uma referência para futuras gerações de artistas.
Berenice Azambuja faleceu em 3 de junho de 2021, em Passo Fundo, devido a uma parada cardíaca, após uma batalha contra o câncer de pâncreas.
O legado de Berenice Azambuja vive em suas músicas e na influência que exerceu sobre a cultura gaúcha. Sua história é um testemunho da força da música e da resiliência humana, e seu impacto continuará a ser celebrado por muitos anos.
