Como Cartola morreu?
Cartola foi um compositor, cantor e violonista brasileiro, que se tornou um dos pilares fundamentais do samba, especialmente no Rio de Janeiro. As composições de Cartola são conhecidas por sua poesia e melodia envolvente, capturando a essência da vida carioca, e os sentimentos mais profundos do povo brasileiro.
Angenor de Oliveira, conhecido artisticamente como Cartola, nasceu no dia 11 de outubro de 1908, no bairro do Catete, Rio de Janeiro. Ele era filho de Aída Gomes de Oliveira e Sebastião Joaquim de Oliveira.
Cartola, sendo o primogênito de oito irmãos, era o responsável por ajudar sua mãe a cuidar das crianças. O dinheiro que seu pai ganhava como operário, dava apenas para suprir as necessidades básicas da família.
Em 1916, quando o sambista estava com 8 anos de idade, sua família se muda para o bairro de Laranjeiras, local onde terá suas principais lembranças de sua infância. Logo que se mudaram, Cartola ganhou de seu pai um cavaquinho, o que fez com que o jovem começasse a se interessar por música. Ao mesmo tempo a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
Foi por sugestão de Cartola, que a escola recebeu esse nome, e as tradicionais cores verde e rosa.
Em 1930, Cartola começou a ficar conhecido fora de sua comunidade, e muitos artistas se interessaram em gravar uma de suas composições. Um desses artistas foi o popular cantor da era do rádio Mário Reis, Cartola chegou a vender os direitos de gravação do samba Que Infeliz Sorte, gravado por Francisco Alves, outro cantor popular na época.
Na década de 30, Cartola era conhecido por sua habilidade de capturar a essência do samba com letras
Com a morte de sua esposa, sua saúde piora ainda mais, ele deixa a Mangueira, e começa a morar em uma favela no bairro do Caju, com uma mulher chamada Donária.
Nos próximos 7 anos, ele perde contato com todos do meio artístico, e começa a sobreviver de trabalhos braçais.
Foi levando uma vida miserável, que Cartola terá uma nova oportunidade, quando foi reconhecido por uma antiga admiradora conhecida como Zica. Apesar da aparência descuidada, Zica se apaixona pelo sambista e o convence a se mudar para sua casa no morro da Mangueira.
Aos poucos, Cartola estava tentando voltar a levar uma vida digna, e foi trabalhando como vigia e lavador, que o sambista é reconhecido pelo jornalista, Sérgio Porto. O jornalista usou sua influência para trazer Cartola de novo para a mídia.
Em 1958, Cartola volta a ter uma de suas composições gravadas, quando Jamelão grava a música "Grande Deus".
No início da década de 60, Cartola se tornou zelador da Associação das Escolas de Samba, localizada em um velho casarão no centro do Rio de Janeiro, que se tornou um ponto de encontro de sambistas de toda a cidade.
Nesta mesma década, Cartola junto de sua esposa criaram o restaurante "Zicartola".
O local emergiu como um ponto de encontro para os amantes do samba e da boa comida caseira preparada por Dona Zica. Inaugurado em 5 de ganharam ainda mais projeção com o disco, alcançando um público mais amplo e consolidando Cartola como um dos grandes compositores e intérpretes do samba.
O disco "Cartola" foi um sucesso imediato de crítica e público. A qualidade das composições, a interpretação impecável de Cartola e os arranjos sofisticados de Dino 7 Cordas foram aclamados pela mídia especializada e pelos fãs do samba. O álbum também teve grande impacto comercial, vendendo milhares de cópias e ajudando a revitalizar o interesse pelo samba de raiz.
Dois anos depois, o sambista lança seu segundo e produzindo sambas. Um ano antes de falecer, ele lança seu quarto e último álbum, intitulado Cartola – 70 anos.
Após o lançamento do disco, a saúde do sambista começou a piorar, o câncer estava cada vez mais espalhado por seu corpo, e por estar com uma idade avançada, havia pouco que podia ser feito.
Seus últimos dias foram passados em sua casa em Jacarepaguá, ao lado de sua esposa Zica.
Cartola faleceu no dia 30 de novembro de 1980, vítima de um câncer. Ele estava com 72 anos.
O corpo do sambista foi velado na quadra da Estação Primeira de Mangueira, onde estiveram presentes grandes artistas como Clara Nunes, Alcione, Emilio Santiago, Chico Buarque, João Nogueira, e muitos outros. Seu corpo foi sepultado no Cemitério do Caju.
Cartola foi um artista único e visionário, que nos presenteou com um legado imenso e multifacetado. Sua obra atemporal, sua poesia profunda, sua figura autêntica e sua ligação com a cultura popular o colocam como um dos maiores ícones da música e da cultura brasileira.
E foi assim que Cartola morreu!
Angenor de Oliveira, conhecido artisticamente como Cartola, nasceu no dia 11 de outubro de 1908, no bairro do Catete, Rio de Janeiro. Filho de Aída Gomes de Oliveira e Sebastião Joaquim de Oliveira, Cartola era o primogênito de oito irmãos e desde cedo se viu responsável por ajudar sua mãe a cuidar da família. Apesar das dificuldades financeiras, seu pai, um operário, conseguia suprir as necessidades básicas do lar.
Em 1916, aos 8 anos de idade, a família de Cartola se mudou para o bairro de Laranjeiras, onde o jovem sambista teria suas principais lembranças da infância. Foi nessa época que seu pai lhe deu um cavaquinho, despertando seu interesse pela música. Ao mesmo tempo, Cartola começou a se envolver cada vez mais com a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, cuja criação ele sugeriu e que adotou as tradicionais cores verde e rosa.
Após a morte de sua mãe em 1923, Cartola se tornou ainda mais descompromissado com a vida convencional, adotando uma postura boêmia que o distanciou do pai. Foi nesse período que ele começou a se destacar como compositor, tendo suas primeiras músicas gravadas por artistas populares da época, como Mário Reis e Francisco Alves.
Na década de 1930, Cartola era conhecido por sua habilidade em capturar a essência do samba em letras que abordavam temas como amor, desilusão e o cotidiano. Sua carreira parecia estar no auge, até que no final da década de 1940 ele enfrentou enormes dificuldades pessoais.
Cartola contraiu meningite, ficando três dias em coma e um ano andando de muleta. Não querendo que seus amigos o vissem doente, ele se mudou para Nilópolis, onde ficou aos cuidados de sua esposa Deolinda. Pouco tempo depois, ela veio a falecer, o que piorou ainda mais a saúde de Cartola. Ele deixou a Mangueira e passou a viver em uma favela no bairro do Caju, com uma mulher chamada Donária, sobrevivendo de trabalhos braçais.
Foi nesse período de miséria que Cartola teve uma nova oportunidade quando foi reconhecido por uma antiga admiradora, conhecida como Zica. Apesar da aparência descuidada, Zica se apaixonou pelo sambista e o convenceu a se mudar para sua casa no Morro da Mangueira. Aos poucos, Cartola estava tentando voltar a levar uma vida digna, trabalhando como vigia e lavador, quando foi redescoberto pelo jornalista Sérgio Porto, que usou sua influência para trazê-lo de volta ao cenário musical.
Em 1958, Cartola voltou a ter uma de suas composições gravadas, quando Jamelão gravou a música "Grande Deus". No início da década de 1960, ele se tornou zelador da Associação das Escolas de Samba, localizada em um velho casarão no centro do Rio de Janeiro, que se tornou um ponto de encontro de sambistas de toda a cidade.
Nessa mesma década, Cartola e sua esposa Zica criaram o restaurante "Zicartola", que se tornou um importante espaço de celebração e preservação da cultura do samba, atraindo figuras proeminentes da música brasileira da época, além de ser palco para o surgimento de novos talentos, como Paulinho da Viola.
Apenas em 1974, aos 66 anos de idade, Cartola lançou seu primeiro disco, intitulado "Cartola". O álbum, que reunia alguns de seus maiores sucessos, como "Tive Sim", "Alvorada" e "Cordas de Aço", foi um enorme sucesso de crítica e público, consolidando Cartola como um dos grandes compositores e intérpretes do samba.
Dois anos depois, o sambista lançou seu segundo álbum, que alcançou ainda mais sucesso, com canções como "As Rosas Não Falam" e "Preciso me Encontrar". Foi no auge desse sucesso tardio que Cartola decidiu se afastar um pouco do Morro da Mangueira, comprando uma casa em Jacarepaguá.
Mesmo já tendo sido diagnosticado com um câncer na tireoide em 1978, Cartola continuou trabalhando e produzindo sambas. Um ano antes de falecer, ele lançou seu quarto e último álbum, "Cartola - 70 Anos". Infelizmente, sua saúde piorou rapidamente, e Cartola faleceu no dia 30 de novembro de 1980, aos 72 anos, vítima do câncer.
Cartola foi um artista único e visionário, que nos deixou um legado imenso e multifacetado. Sua obra atemporal, sua poesia profunda, sua figura autêntica e sua ligação com a cultura popular o colocam como um dos maiores ícones da música e da cultura brasileira. Seu nome e sua música permanecem vivos, inspirando e emocionando gerações de amantes do samba.
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