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Ensinamentos de Jesus e do apóstolo Paulo a respeito do amor. Em 1 Coríntios 13.13 está escrito: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." Jesus também disse: "Amai-vos uns aos outros como eu mesmo vos amei".
O ALCANCE DO AMOR

1. O amor de Deus aos homens. Em João 3.16, lemos que Deus amou o mundo; isto é, ele amou a humani­dade como um todo e por ela enviou seu Unigénito ao mundo. Os peca­dos e a infidelidade do homem entristeceram a Deus. Todavia, não impediram o efeito de seu amor pela humanidade. A razão é simples: O amor de Deus é espontâneo; não exige qualquer valor da pessoa amada. Ele poderia ter vivido eternamente sem ter criado o homem, pois é auto-suficiente; não precisava de nós para existir, mas Ele nos fez por amor e por amor resgatou-nos quando nos achávamos perdidos. Leia também 1 João 4.9,10.

2. O amor do homem a Deus. Em Mt 22.37, Jesus expõe o modo como Deus deve ser amado: "de todo teu coração, de toda tua alma, de todo teu pensamento". A adoração do homem a Deus deve ser com todo o seu ser, com toda sua personalida­de. Claro está que isto não significa a mera prática de algum ritual ou de leis cerimoniais, mas é, antes de tudo, o resultado da devoção pesso­al e da operação de Deus no coração humano. O amor a Deus é um su­mário de nossa comunhão e obediência a seus mandamentos (Js 22.5).

3. O amor do homem a si mes­mo. Em Mt 22.39, Jesus, completan­do sua resposta ao doutor da lei, acrescentou: "e o segundo, seme­lhante a este, é: Amarás o teu próxi­mo como a ti mesmo". A expressão "como a ti mesmo", significa que o amor a nós mesmos deve ser a refe­rência para o nosso amor aos nossos semelhantes. Há nisso dois pontos a destacar: primeiro, é preciso cuida­do com o egoísmo e narcisismo co­muns aos homens, amando-se mais do que deveriam; segundo, quem não se ama, como é que poderá amar o seu irmão? Ter auto-estima, gostar de si mesmo, é fundamental ao ser humano; o crente não pode viver a reclamar da vida, como alguém a quem Deus não olhasse, um desvalido. Deus não faz acepção de pes­soas, somos todos amados e abenço­ados na mesma proporção.

4. O amor ao próximo. Deus nos deixou como mandamento que nos amássemos uns aos outros assim como Ele nos amou. Deste mandamento dependem toda lei e os pro­fetas. O nosso amor a Deus mani­festa-se através de nosso amor aos nossos semelhantes. Quando ama­mos ao próximo, estamos amando também ao Criador. O texto de 1 Jo 4.7,11,12,20,21 deixa claro que a relação do homem com o Todo-Poderoso está intimamente ligada às suas atitudes para com os que con­vivem com esse homem na mesma igreja, família, cidade ou país.


Ser indiferente e tratar com des­prezo as necessidades do semelhan­te é também colocar-se à margem de qualquer relação de amor com o Pai, pois dele temos esta advertência: "aquele que não ama a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê" (1 Jo 4.20). Esse amor não deve ser apenas um sentimento abstrato, mas há de comprovar-se através de obras e de fatos, conforme 1 João 3.16,17.

AS QUALIDADES DO AMOR (vvs. 4-7)


1. O amor é sofredor (v. 4)

O amor é sofredor, isto é, aceita confiantemen­te as adversidades da vida sem res­sentimentos contra Deus ou contra os homens. Ensina-nos a "lançar so­bre o Senhor todas as nossas ansiedades, porque Ele tem cuidado de nós 1 Pe 5.7". O amor tudo sofre, tudo espera, tudo suporta (v. 7).


2. O amor é benigno (v. 4). A benignidade implica numa atitude constante de misericórdia e bonda­de. Este é um dos aspectos do fruto do Espírito Santo (Gl 5.22).

3. O amor não é invejoso (v. 4). Inveja e despeito são vícios co­irmãos do ciúme. Os crentes de Corinto estavam totalmente contami­nados pelo vírus da inveja.
O amor é a virtude principal da vida cristã; é fruto do Espírito San­to. O divino agricultor é quem o cul­tiva no homem, tornando-o cada vez mais parecido com o Divino Mes­tre.

O que é o amor? Eis a definição que lhe podemos dar:

"Um dos mais altos e sublimes atributos comunicáveis de Deus. Através deste vocábulo, dá-nos o evangelista João esta definição es­sencial do Supremo Ser: 'Deus é amor' (1 Jo 4.8). No âmbito das Sagradas Escrituras, o amor é o sentimento que mais possui impli­cações teológicas. Sem ele, nenhu­ma aliança teria sentido; nenhum testamento seria firmado sem ele, pois todos os atos de Deus são atos de amor.

"Somente o amor foi capaz de predispor a Deus a buscar o bem de uma humanidade corrompida, e que só procurava quebrantar-lhe as leis. Aliás, é como podemos definir o amor: é a predisposição de alguém em buscar o bem de seu semelhante. Cabe-nos, pois, dedicar-lhe absolu­ta devoção e fidelidade, para que o seu amor para conosco seja sempre correspondido".

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Adicionado em: 09-11-2022
Categoria: Filmes e Séries

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A Suprema Excelência do Amor de Cristo

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