Antônio Carlos Moraes Pires (nasceu em Ituaçu,Bahia no dia 8 de julho de 1947 —
mais conhecido como Moraes Moreira, foi um músico brasileiro. Durante a década de 1970, ele foi membro do grupo Novos Baianos, entrando mais tarde numa carreira solo que rendeu 29 álbuns. Moraes esteve envolvido na gravação de 40 álbuns completos com os Novos Baianos e o trio elétrico Dodô e Osmar, além de mais dois álbuns com o guitarrista Pepeu Gomes.
Tornando-se um dos compositores mais versáteis do Brasil, sintetizou gêneros como rock, samba, choro, frevo, baião e música erudita. Em 2012, foi eleito como o 57º maior artista da música brasileira pela revista Rolling Stone Brasil. Acabou Chorare, lançado pelos Novos Baianos em 1972, foi classificado pelo mesmo periódico como o maior álbum brasileiro de todos os tempos.
Moraes começou tocando sanfona de doze baixos em festas de São João e em outros eventos de sua cidade-natal, Ituaçu, como no "Portal da Chapada Diamantina". Em sua adolescência, enquanto concluía um curso de ciências na cidade de Caculé, Bahia, aprendeu a tocar violão. Mudou-se para Salvador, conhecendo Tom Zé e entrando em contato com o rock. Ao conhecer Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, formou o conjunto Novos Baianos, em 1969. Em sua parceria com Galvão, compôs quase todas as canções interpretadas pelo grupo.[9] Em dezembro de 2015, anunciaram um retorno com a formação original. Iniciou sua carreira solo em 1975 como vocalista do trio elétrico Dodô e Osmar e gravou várias músicas populares associadas ao carnaval, no estilo que era convencionalmente chamado de "frevo trieletrizado". "Pombo Correio", "Vassourinha Elétrica" e "Bloco do Prazer", são exemplos de sucessos desta fase de sua carreira. Na década seguinte, distanciou-se do carnaval baiano, devido a sua comercialização para a indústria do turismo.
Em 1994, gravou O Brasil Tem Concerto, influenciado pela música erudita, e no ano seguinte gravou o especial televisivo Acústico MTV Moraes Moreira, mais tarde transformado em CD e DVD. Em 1997, gravou um álbum carnavalesco em que comemora seus 50 anos, 50 Carnavais e dois anos depois lançou o álbum 500 Sambas, em homenagem aos 500 anos do descobrimento do Brasil.
Em 2000, lançou Bahião com H, performando o baião com seu característico sotaque baiano. Em 2003, com o lançamento de Meu Nome é Brasil, completou sua trilogia temática no Brasil, que também incluía Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira, de 1979 e O Brasil Tem Concerto, de 1994. Em 2005, lançou independentemente o álbum De Repente, misturando o hip hop com influências do repente nordestino.[1
Em 2008, lançou o livro A História dos Novos Baianos e Outros Versos, em que conta a história do grupo em literatura de cordel, incluindo no mesmo curiosidades sobre as músicas de sua carreira solo. O livro resultou em uma turnê nacional homônima, na qual interpretou seus maiores sucessos e recitou trechos do livro. Em 2009, foi transformada em DVD e CD. Em 2012, gravou A Revolta dos Ritmos, e em 2018, Ser Tão, ambos com composições inéditas.
Em março de 2020, durante a pandemia de COVID-19, postou um cordel em sua conta oficial do Facebook sobre a quarentena aderida no Brasil e em outros países. O músico planejava um concerto no qual iria incluir mais de 20 canções não publicadas ! quem não se lembra das lindas melodias de Morais Moreira que marcou épocas nas rádios de todo o Brasil no dia 13 de abril de 2020, Moraes faleceu dormindo, no Rio de Janeiro, após sofrer um infarto agudo do miocárdio. Ele morava sozinho em um apartamento no Rio de janeiro o corpo do cantor Morais Moreira foi sepultado no cemitério da Penitência no Cajú, no Rio de Janeiro.. Várias homenagens foram feitas por famosos em redes sociais e entrevistas:
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Nasci em Ituaçu, Bahia, em 8 de julho de 1947, e desde cedo tive uma paixão pela música. Comecei tocando sanfona de 12 baixos em festas de São João e outros eventos da minha cidade natal, como no "Portal da Chapada Diamantina". Ainda na adolescência, enquanto cursava ciências em Caculé, Bahia, aprendi a tocar violão e me mudei para Salvador, onde conheci Tom Zé e me aproximei do rock.
Foi nessa época que conheci Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, e juntos formamos o grupo Novos Baianos em 1969. Com Galvão, compus quase todas as canções interpretadas pelo grupo, que se tornaria um dos maiores nomes da música brasileira.
Durante a década de 1970, fui membro do grupo Novos Baianos, participando da gravação de 40 álbuns completos. Mas em 1975, iniciei minha carreira solo, tornando-me o vocalista do trio elétrico Dodô e Osmar. Nessa fase, gravei várias músicas populares associadas ao carnaval, no estilo que ficou conhecido como "frevo tri eletrizado", como "Pombo Correio", "Vassourinha Elétrica" e "Bloco do Prazer".
Nos anos seguintes, me distanciei um pouco do carnaval baiano, devido à sua crescente comercialização para a indústria do turismo. Mas continuei minha jornada musical, lançando 29 álbuns solo e me consolidando como um dos compositores mais versáteis do Brasil, sintetizando gêneros como rock, samba, choro, frevo, baião e música erudita.
Em 2012, fui eleito o 57º maior artista da música brasileira pela revista Rolling Stone Brasil, e meu álbum "Acabou Chorare", lançado pelos Novos Baianos em 1972, foi considerado o maior álbum brasileiro de todos os tempos pela mesma publicação.
Ao longo da minha carreira, gravei álbuns influenciados pela música erudita, como "O Brasil Tem Concerto" (1994), e explorei diferentes vertentes, como o hip hop com influências do repente nordestino em "De Repente" (2005). Também publiquei um livro em 2008, "A História dos Novos Baianos e Outros Versos", que contava a história do grupo em literatura de cordel.
Minha versatilidade e inovação me renderam uma carreira repleta de sucessos e reconhecimento, com destaque para álbuns como "Baião com H" (2000), "Meu Nome é Brasil" (2003) e "A Revolta dos Ritmos" (2012). Mesmo durante a pandemia de COVID-19, em 2020, continuei criando, compartilhando um cordel sobre a quarentena em minhas redes sociais.
Infelizmente, no dia 13 de abril de 2020, aos 72 anos, faleci em meu apartamento no Rio de Janeiro, após sofrer um infarto agudo do miocárdio. Meu corpo foi sepultado no Cemitério da Penitência, no Caju, no Rio de Janeiro, e diversas homenagens foram feitas por famosos em redes sociais e entrevistas.
Mas meu legado musical permanece vivo, com meus 29 álbuns solo e os inúmeros trabalhos que realizei com os Novos Baianos e outros artistas. Fui reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da música brasileira, sintetizando gêneros e inovando constantemente. Meu nome ficará para sempre gravado na história da música do nosso país.
"Moraes Moreira foi um dos compositores mais versáteis do Brasil, sintetizando gêneros como rock, samba, choro, frevo, baião e música erudita. Seu legado musical é inesquecível e sua influência na música brasileira é inegável."
