Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar. No início, ficou internada em São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro para o hospital da SEMEG, na Tijuca. Silvio Santos a ajudou financeiramente na época em que Aracy esteve doente e lhe telefonava todos os dias, às 18 horas, para saber como ela estava.
Depois de dois meses em coma,Aracy voltou à lucidez por dois dias, e, num súbito aumento de pressão arterial,Aracy de Almeida faleceu no dia 20 de junho do ano de 1988, aos 73 anos. Seu corpo foi velado no Teatro João Caetano, visto que seu último show com Albino Pinheiro havia sido lá. O Cemitério Parque Jardim da Saudade doou o túmulo para Aracy ; porém, já havia uma gaveta num cemitério em São Paulo, mas Adelaide não quis levá-la Aracy para sepultar em são Paulo O Corpo de Bombeiros percorreu parte do Rio de Janeiro com a sua urna como homenagem, passando pelos lugares importantes frequentados por Aracy (Copacabana, Glória, Lapa, Vila Isabel, Méier e Encantado.
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Eu sou uma grande admiradora de Aracy de Almeida, a cantora que ficou conhecida como o "samba em pessoa" ou a "Dama do Encantado". Sua história é fascinante e sua contribuição para a música brasileira é inegável. Como uma cantora versátil que dominou diversos estilos, desde o samba até a música clássica, Aracy deixou uma marca indelével na cultura do nosso país.
Aracy de Almeida nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de agosto de 1914, em uma família protestante do bairro do Encantado. Sua infância foi marcada pela paixão pela música, mesmo que de forma um pouco escondida dos pais. Ela costumava cantar hinos religiosos na igreja, mas também se aventurava a cantar músicas de entidades em terreiros de candomblé e no bloco carnavalesco "Somos de Pouco Falar".
Aracy estudou no Colégio do Engenho de Dentro, onde foi colega do radialista Ary Barroso, e depois no Colégio Nacional, no Méier. Sua educação formal a preparou para uma carreira de sucesso, mas sua verdadeira paixão estava na música.
Em 1936, Aracy deu um importante passo em sua carreira ao gravar, com muito sucesso, duas músicas de Noel Rosa: "Palpite Infeliz" e "O X do Problema". Essa parceria com o grande compositor marcou o início de uma brilhante trajetória, na qual Aracy se consagrou como a principal intérprete da obra de Noel Rosa.
Noel Rosa, em entrevista, chegou a dizer que Aracy era a pessoa que interpretava com exatidão o que ele produzia. Essa sintonia entre a cantora e o compositor foi fundamental para o renascimento da obra de Noel Rosa, que se tornou ainda mais popular e reconhecida graças às interpretações memoráveis de Aracy.
Nos anos seguintes, Aracy consolidou sua posição como uma das maiores cantoras de samba do Brasil. Ela gravou diversos sucessos, como "Tenha Pena de Mim", "Babú", "Vadico" e "Último Desejo", todas de Noel Rosa. Sua versatilidade a levou a interpretar também marchas carnavalescas, como "O Passarinho do Relógio" e "O Passo do Canguru".
Aracy se destacou não apenas como intérprete, mas também como jurada em importantes programas de televisão, como o "Show de Calouros" de Silvio Santos. Sua presença marcante e seu olhar crítico a tornaram uma figura respeitada e admirada no meio artístico.
Além de sua carreira musical, Aracy de Almeida era uma mulher de muitos interesses. Ela era apreciadora de música clássica e se interessava por leituras de psicanálise. Sua casa era um verdadeiro santuário da arte, repleta de quadros de pintores brasileiros como Aldemir Martins e Ed de Cavalcante.
Aracy também foi casada por alguns anos com José Fontana, goleiro do Vasco da Gama na época. Posteriormente, ela teve um relacionamento de longa data com o Coronel médico reformado Henrique Leopoldo, conhecido por seus amigos como "Capitão".
Em 1988, aos 73 anos, Aracy de Almeida enfrentou problemas de saúde. Ela teve um edema pulmonar e ficou internada por dois meses, chegando a entrar em coma. Durante esse período, seu amigo Silvio Santos a ajudou financeiramente e ligava diariamente para saber notícias sobre seu estado.
Após esse período difícil, Aracy voltou à lucidez por dois dias, mas infelizmente faleceu no dia 20 de junho de 1988, devido a um súbito aumento de pressão arterial. Seu corpo foi velado no Teatro João Caetano, local de seu último show com Albino Pinheiro, e seu túmulo foi doado pelo Cemitério Parque Jardim da Saudade.
A partida de Aracy de Almeida deixou um vazio na música brasileira. Ela era muito mais do que uma grande cantora de samba; era uma artista completa, uma mulher elegante e culta, que deixou uma marca indelével em nossa cultura.
Mesmo após sua morte, o legado de Aracy de Almeida continua vivo. Ela é lembrada como a primeira grande cantora de samba, uma intérprete brilhante da obra de Noel Rosa e uma figura icônica da música brasileira.
Diversas homenagens foram prestadas a Aracy ao longo dos anos. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro percorreu parte da cidade com sua urna funerária, passando pelos lugares importantes frequentados pela cantora, como Copacabana, Glória, Lapa, Vila Isabel, Méier e Encantado.
Aracy de Almeida é uma inspiração para todas as gerações de músicos e artistas que buscam excelência e autenticidade em suas expressões. Sua história é um exemplo de dedicação, talento e versatilidade, e sua memória permanece viva no coração de todos os amantes da música brasileira.
